Sempre que acontece um fato que desencadeia comoção nacional ou, na mesma intensidade, revolta, as autoridades falam em planos contra a violência buscando evitar acontecimentos semelhantes ou simplesmente para dar uma satisfação à sociedade.
No caso deste rapaz autor do massacre no Rio de Janeiro, ficou demonstrado, claramente, a consequência de um ataque psicótico, quadro que já devia ter dado inúmeros "avisos" aos familiares e pessoas com quem Wellington convivia.
O problema é também social; a falta de oportunidade para tratamento; a de atenção por parte do poder público para a problemática dos doentes mentais do Brasil.
Se observarmos, as ruas do Recife, por exemplo, estão cheias de loucos que perambulando, atiram pedras, cantam ou agridem quem passa. São vítimas do abandono por parte dos familiares, dos tratamentos inadequados nos hospitais psiquiátricos ou de uso continuo de drogas.
Wellington pode ter sido também, mais uma vítima do bullying, durante o período em que estudou naquela escola, continuando a ser tratado com indiferença até os dias atuais.
Sem mãe, sem pai, ele não suportou o peso de estar sozinho, e buscou dividir a sua infelicidade com aquelas crianças que, talvez, representassem os que um dia lhe negaram acesso ao mundo de companheirismo e cumplicidade.
De tudo, além da dor, fica a certeza de que enquanto não acompanharmos de perto nossas crianças, elas continuaram a ser vítimas, de uma forma ou de outra.

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